Apoena é eleita para os conselhos consultivos dos parques do rio do Peixe e Aguapeí

03/12/2009


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Apoena é eleita para os conselhos consultivos dos parques do rio do Peixe e Aguapeí

Gestores dos parques do rio do Peixe e Aguapeí conduzem reunião de escolha dos representantes para os conselhos consultivos


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A Apoena – Associação em Defesa do rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar participou, nessa terça-feira (2.12), em Dracena, de reunião que elegeu os representantes do conselho consultivo do Parque Estadual do rio do Peixe. Trata-se da primeira formação do conselho que terá 24 representantes entre organizações do governo, empresas da iniciativa privada e sociedade civil. No dia anterior, na segunda, a Apoena já havia sido indicada para também integrar o conselho consultivo do Parque Estadual do Aguapeí.
Os conselhos terão o papel primordial de contribuir para os objetivos de gestão dos mais novos parques criados no oeste paulista e que protegem em vida livre as últimas populações de cervo-do-pantanal de São Paulo (Leia matéria abaixo).
A criação dos conselhos consultivos está embasada na Lei 9.985/00, que criou o SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e no decreto estadual 49.672/05, que disciplinam a matéria e orientam as atribuições dos participantes. “Uma das principais atribuições do conselho é dar apoio e sustentação às ações no parque, divulgando a sua existência e concorrendo para a consecução dos objetivos propostos no plano de manejo”, declarou Helder Henrique de Faria, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que organizou as reuniões, em parceria com a Fundec - Fundação Dracenense de Ensino e Cultura. Entre outras instituições, integram os conselhos, a Cesp (Companhia Energética de São Paulo), CBH-AP (Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Aguapeí e Peixe), Econg, Pontal Flora, Procuradoria Geral do Estado, usinas de açúcar e álcool, Incoesp (Cooperativa de indústrias de cerâmicas do oeste paulista), Fundec/Unesp, Lions e Rotary e representantes das prefeituras do entorno. Os representantes titulares e suplentes indicados pela Apoena são Djalma Weffort, Ivan Gerdzijauskas e Kátia Gerdzijauskas, que atuarão em  ambas unidades de conservação.

 

 
Parques protegem o cervo-do-pantanal e outras espécies ameaçadas em território paulista

 

Conhecidos como ‘pantaninhos paulistas’, os parques estaduais do rio do Peixe e Aguapeí protegem o raro cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) e outras espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção no estado de São Paulo. De acordo com Nelson Gallo, gestor do Parque Estadual do Aguapeí, 50 espécies da fauna brasileira, com algum grau de ameaça de extinção, no estado de São Paulo, encontram-se nestas unidades de conservação. Entre as espécies relacionadas pelo gestor estão anta, jaguatirica, veado-galheiro, tamanduá-bandeira, cotia, paca, cateto, macaco-bugio e aves como anhuma, mutum-de-penacho e  arara-canindé. Os planos de manejo das unidades destacam a ocorrência de 38 espécies de mamíferos, 236 espécies de aves,  24 répteis, 22 anuros e 65 espécies de peixe e um ainda lagarto de classificação complexa  que pode se constituir em uma nova espécie. “Os parques possuem grande diversidade paisagística e biológica’, declara Nelson Gallo que cita lagoas naturais, berçários de fauna, meandros de rios, buritizais e nichos naturais como exemplos de ambientes ricos e singulares.
Outros resultados apontados pelos estudos, os planos de manejos definiram as zonas intangíveis, primitivas, recuperação, entorno e as zonas de usos extensivo e conflitante. Entre as ameaçadas, o documento relaciona espécies invasoras como caramujo e bagre africanos, incêndios florestais localizados, caça e pesca predatória, assoreamento provocado por pecuária intensiva e herbicidas das plantações de cana. “O interesse demonstrado pelos integrantes recém-eleitos nos conselhos consultivos demonstram que a gestão dos parques será feita de forma bastante participativa”, acredita Gallo. O que talvez se explique pelo fato de que os parques nasceram, na década de 90, da mobilização da sociedade que propunham a criação de unidades de conservação para compensar os danos ambientais causados pela construção de grandes usinas hidrelétricas nos rios Tietê e Paraná.

 





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