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O aviador Santos Dumont que se impressionou com as cataratas de Iguaçu

As discussões para a preservação dos ecossistemas associados ao rio Paraná datam do século XIX quando, em 1876, André Rebouças propõe o Parque Nacional de Sete Quedas, criado em 1961 mas extinto em 1983. Em 1939, o governo federal cria o Parque Nacional de Iguaçu cujas cataratas já haviam impressionado personalidades como o colonizador Alvar Nuñes Cabeza de Vaca e o aviador Santos Dumont. A partir de 1995, técnicos, universidades, ong´s, setores produtivos e segmentos governamentais começam a discutir ações para a implantação de um corredor de proteção aos remanescentes florestais localizados nas fronteiras do Brasil, Argentina e Paraguai. Trata-se de uma iniciativa trinacional para o Corredor Verde que tem como missão propor ações integradas de gestão, pesquisa para proteção e interconexão dos remanescentes da floresta atlântica ainda existentes nestes três países. Simultaneamente, no Brasil, nas décadas de 1980 e 1990, são criados o parque estadual do Morro do Diabo (antiga reserva), o Parque Estadual das várzeas do Ivinhema e o Parque Estadual do rio Aguapeí, graças ao crescimento da consciência ambiental e à pressão das comunidades locais contra a construção da usina hidrelétrica de Porto Primavera. Em 1997, numa espécie de reparação tardia ao desaparecimento das Sete Quedas pelo lago de Itaipu, é instituído o Parque Nacional de Ilha Grande, um mosaico de ilhas, lagoas e lagos, inserido no último trecho livre do rio Paraná. Em 2002, nascem a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto e o Parque Estadual do rio do Peixe, no Pontal do Paranapanema. Em 2007, estão em adiantado estágio de discussão a ampliação do Parque Estadual do rio do Peixe e a criação das RPPNs da fazenda Cisalpina (MS) e rio Aguapeí (SP). No Paraná, o Banco Mundial (Bird) destinou US$ 8 milhões para investimentos nos corredores Araucária, Iguaçu-Paraná e Caiuá-Ilha Grande.